
Capela Nossa Senhora de Porto Salvo
A sua fundação, sabe-se que o templo primitivo era bastante antigo, mas “não remontando além do século XVI” ignorando-se no entanto, a data exacta da sua edificação. A tradição oral, conta, que na sua origem esteve uma promessa de mareantes da carreira da Índia que, durante a viagem de regresso, se viram em grande perigo e prometeram a Nossa Sra., que se chegassem sãos e salvos a Portugal, lhe dedicariam como memória, uma ermida, sob o título de “Porto Salvo”, no primeiro lugar alto que avistassem à sua entrada.
A actual Ermida foi erguida nas ruínas do edifício original, mandada remodelar e ampliar pelo Capitão Manuel Carvalho, em 1670, tendo sido concluída em finais do século XVII. Esta pequena Capela segue a linha arquitectónica tradicional das capelinhas rurais portuguesas. No seu interior, encontramos uma planta de estrutura simples de apenas uma nave e uma capela-mor com abóbada. Surpreende-nos pelo seu ambiente tipicamente Barroco, totalmente revestida de painéis azulados do século XVIII.
O conjunto dos painéis de azulejos é composto por dois painéis que se encontram na fachada e por outros dois que revestem o interior da nave até meia altura. Datam de 1740 e são da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes. Os painéis que se encontram na fachada ladeiam a porta, debaixo do alpendre e representam dois milagres da Senhora de Porto Salvo.
Na nave encontram-se dois outros painéis representando cenas da vida da Virgem, formando de cada lado um painel único. O do lado do evangelho, o esquerdo, vai da parede fundeira até ao púlpito, num total de 24 azulejos. O lado da epístola, o direito, termina na silharia de uma porta que, segundo a legenda, foi inutilizada em 1874.
Junto ao arco triunfal existe uma caixa de esmolas “rocaille” com uma pequena pintura de Nossa Senhora.

Capela Nossa Senhora da Piedade
Desconhece-se a data de construção da capela, mas pelas suas características arquitectónicas julga-se que se trate de um templo do século XVIII, tendo em atenção a data que se encontra na porta (1761). De salientar na fachada principal, com pormenores neoclássicos, a estrela de oito pontas do Marquês de Pombal. A capela tem duas entradas, uma privativa, possivelmente para os utentes da quinta, e outra junto ao adro para os habitantes da região. No interior possui silhares de azulejos, policromos, posteriores ao terramoto de 1755, que representam o Cristo a Caminho do Calvário e a Descida da Cruz.